sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sobre você se tocar

Eu não sei se já te contei isso, mas te avisto de longe.
E, claro, hoje eu te vi.
Vi quando você olhou na direção em que eu estava e desistiu de chegar até lá.
Ontem você saiu do grupo da faculdade.
Ontem, não sei em qual momento, você percebeu que eu estou me afastando de você.
Talvez não tenha percebido ontem, mas talvez tenha chegado ao seu limite.
Eu te entendo perfeitamente.
Faria a mesma coisa (e teria feito muito antes de você).
Eu não te olhava mais, eu ria das suas piadas, eu mudava quando você chegava.
Até nossos amigos perceberam... eles te perguntaram algo?
A mim não, graças a Deus.
O que eu ia dizer?
Sim, existe algo, aliás não existe mais e é esse o problema.
Existia uma amizade e eu resolve (por nós dois) que ela deixou de existir.
Mas que fique claro: eu ainda te amo!
Eu ainda sinto vontade de te abraçar apertado e saber da sua vida.
Eu queria ser capaz de ser feliz pela sua felicidade.
Mas seu toque me queima a pele.
Sua presença me queima o estômago.
Sua voz me tira o sono (ou me traz inúmeros pesadelos).
Eu tentei, juro que tentei!
Mas eu morria por dentro cada vez que te via.
Aquele maldito misto de te quero perto, te quero longe.
Não te ter na minha vida acaba comigo.
Te ter nela me matava aos poucos.
No fundo, no fundo, eu vou sempre te amar.
E sempre estar pronta pra te ajudar.
Mas hoje, nesse exato momento, eu quero mesmo é que você suma.

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